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Reforma Tributária 2027: o que muda para sua empresa?

1 de set.
4 min de leitura
Mulher escreve em caderno à mesa com laptop, caneca, calculadora e papéis; ambiente caseiro com planta e luz suave.


A Reforma Tributária já começou a fazer parte da rotina das empresas. Em 2026, o principal movimento foi de adaptação: sistemas, documentos fiscais e equipes começaram a se preparar para as novas regras. Em 2027, algumas dessas mudanças passam a ser mais concretas.


E, antes de pensar “vou pagar mais ou menos imposto?”, existe uma pergunta ainda mais importante: Como essas mudanças chegam à realidade da minha empresa?


O que muda em 2027?


Uma das principais mudanças é o fim do *PIS e da COFINS, que passam a dar lugar à CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços, dentro da nova estrutura de tributação sobre o consumo. O IPI também passa por uma mudança importante: para grande parte dos produtos, sua alíquota será reduzida a zero, com tratamento específico para produtos relacionados à Zona Franca de Manaus. Já o ICMS e o ISS não desaparecem de uma vez. A substituição pelo IBS acontece gradualmente, com a transição completa prevista para 2033. Ou seja: 2027 não é o fim da Reforma. É uma nova etapa dela.



PIS e COFINS dão lugar à CBS


Aqui está uma das mudanças que mais merece atenção. Hoje, empresas podem ter tratamentos diferentes para PIS e COFINS, inclusive em relação ao aproveitamento de créditos.


Com a CBS, a lógica muda.


No regime regular, a sistemática passa a permitir um aproveitamento mais amplo de créditos relacionados às aquisições de bens e serviços, desde que respeitadas as condições previstas na legislação. Na prática, isso significa que não será suficiente olhar apenas para quanto a empresa vende.


Será cada vez mais importante olhar também para:


o que a empresa compra;

quais serviços contrata;

seus principais custos;

quais operações podem gerar créditos.


E atenção: isso não significa que tudo passa automaticamente a gerar crédito. Existem condições, exceções e regras específicas.


Um exemplo simples:


Imagine duas empresas que faturam R$ 200 mil por mês.


As duas vendem o mesmo valor, mas uma delas possui um volume muito maior de compras e contratações que podem gerar créditos. A outra concentra boa parte dos seus custos em despesas que não geram o mesmo volume de créditos. Mesmo com o mesmo faturamento, o resultado tributário pode ser diferente.


É por isso que faturamento sozinho não conta toda a história.



E o IPI?


Essa mudança não interessa apenas para as indústrias. Em 2027, grande parte dos produtos terá a alíquota de IPI reduzida a zero. Isso pode influenciar o custo de mercadorias ao longo da cadeia, inclusive para empresas que simplesmente compram de fabricantes.


Mas existe um detalhe importante:


IPI zero não significa automaticamente produto mais barato na mesma proporção.


A formação do preço envolve outros fatores, como matéria-prima, produção, logística, margem e concorrência, além das próprias mudanças trazidas pela Reforma.


Por isso, quem compra diretamente de indústrias também deve ficar de olho nas notas de entrada e conversar com seus fornecedores sobre as mudanças previstas.



Afinal, minha empresa vai pagar mais imposto?



Essa talvez seja a pergunta que mais passa pela cabeça do empresário.


E a resposta mais honesta é:


depende.


Duas empresas do mesmo tamanho, com faturamento parecido e até do mesmo segmento podem sentir a Reforma de maneiras diferentes. Isso porque a conta envolve muito mais do que a alíquota. É preciso entender como a empresa compra, o que compra, quais serviços contrata, quanto crédito consegue aproveitar e quais regras se aplicam às suas operações.


Então, em vez de perguntar apenas:


“Qual será a nova alíquota?”


Vale começar a perguntar:


“Quanto de crédito a minha operação poderá gerar?”



E o Lucro Presumido? E o Simples?


Aqui também é importante não colocar todas as empresas na mesma conta.


No Lucro Presumido, continuar nesse regime para IRPJ e CSLL não significa continuar necessariamente com a mesma lógica cumulativa para a CBS. A empresa poderá continuar no Lucro Presumido e, ao mesmo tempo, estar sujeita ao regime regular da CBS, com sua nova sistemática de débitos e créditos.


Já o Simples Nacional possui regras específicas dentro da Reforma, inclusive alternativas relacionadas ao IBS, à CBS e aos créditos. Por isso, o Simples merece uma análise própria, e pode ser tratado em um artigo específico, com mais calma.


O que sua empresa pode fazer agora?



A boa notícia é que você não precisa esperar 2027 para começar a entender os impactos.


Grande parte das informações necessárias já está dentro da própria empresa:


Vendas.

Compras.

Fornecedores.

Serviços contratados.

Custos.

Folha de pagamento.


Esses dados já permitem começar a construir cenários e entender onde a Reforma pode ter maior impacto.


Antes de 2027, vale conversar com a contabilidade e começar a responder:


* Como a CBS pode afetar minha operação?

* Quanto de crédito minhas compras podem gerar?

* Minha empresa compra diretamente de indústrias?

* O IPI faz parte do custo dessas compras?

* Como está a preparação dos meus fornecedores?

* O que precisa ser revisado nos cadastros e regras fiscais?

* As equipes de compras, faturamento, fiscal e financeiro estão acompanhando as mudanças?


Não precisa resolver tudo de uma vez. O importante é não chegar a 2027 sem conhecer os principais impactos da sua própria empresa.


E o SIC nessa história?


A Reforma Tributária vai continuar avançando nos próximos anos. Por isso, mais do que se preparar para uma única data, as empresas precisarão acompanhar cada nova etapa.


E é aí que entra a tecnologia.


O SIC Sistemas acompanha a evolução da Reforma Tributária, preparando o SIC para atender às novas exigências e continuar evoluindo conforme o novo modelo tributário avança. Enquanto o SIC acompanha as adequações necessárias no sistema, sua empresa pode concentrar esforços no que realmente precisa da sua atenção:

Entender o impacto no negócio, manter as informações corretas e tomar boas decisões.


A Reforma já começou.


Agora é o momento de entender como ela chega à realidade da sua empresa, e se preparar para os próximos passos.

 
 
 

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